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Manaus, 14-12-2016
Por que o Conhecimento Tradicional é tão importante?

Quantas vezes você leitor esteve doente e já precisou passar algum óleo de massagem feito da andiroba para dor e inflamações em partes do corpo como joelho, no pé ou então teve que tomar um chá preparado em casa por sua mãe, talvez sua avó, feito com elementos da floresta como o pracaxi, unha de gato, copaíba, folhas de hortelanzinho e outros muitos mais produtos que fazem parte da biodiversidade amazônica.

Se você nunca realizou nenhum desses procedimentos pode se ter duas opções para tal resposta: você não é um cidadão amazônida (Pessoa nascida ou que vive na Amazônia) ou a outra opção é que você não conheça os remédios regionais tão utilizados pelas comunidades espalhadas nessa imensa Amazônia.

É o caso dos moradores do Arquipélago do Bailique localizado no Amapá, onde existe o Grupo de Trabalho em Conhecimento Tradicional (GTCT) da Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique (ACTB). Esse grupo foi formado para manter vivo os conhecimentos passados entre cada geração da família em plantas medicinais, por exemplo.

O (GT/ACTB), faz um trabalho complexo e de logística difícil já que a região do Bailique fica longe aproximadamente 200 km da cidade de Macapá. Mas, mesmo com tudo isso, Guimar Sarges e Valdirene, líderes do GT de Conhecimento Tradicional, fazem questão de instruir os demais ribeirinhos que desejam aprender as técnicas em fazer fitoterápicos, veja no link a matéria sobre a última oficina realizada em novembro: http://www.oela.org.br/informativos/open/oficina-de-boas-praticas-para--producao-de-fitoterapicos-e-realizado-no-bailique

Não se assuste quando chegar nas grandes cidades como Belém, Amazonas e outras da região Norte e encontrar barracas com produtos medicinais caseiros, folhas dissecadas para utilizar em banhos ou preparar chá, óleos para variadas ações, sabonetes que auxiliam em tratamentos de micoses ou para uso cosmético também, produtos e cheiros tão singulares que só se acha aqui na Amazônia. Isso é o jeito amazônico de viver.

Agora você deve estar se perguntando, por que isso é tão importante? Quando se vive em comunidades distante das grandes cidades, longe de hospitais com urgências/emergências é justamente com as parteiras, benzedeiras e com os moradores mais antigos desses locais que se acha a ajuda, os remédios caseiros elaborados por eles, com as plantas que se tem muitas vezes no quintal de casa, que tratam muitas enfermidades. São esses fitoterápicos que curam nossos amazônidas em muitas vilas e comunidades da região Amazônica.

Vale lembrar que trabalhos assim não conseguem muitas vezes ser divulgado como nos explica a consultora Roberta Peixoto,"A valorização e proteção desses conhecimentos tradicionais torna-se ainda mais importante considerando que o Brasil aprovou uma nova lei da Biodiversidade que enfraquece os direitos dos povos e comunidades tradicionais de ter seus conhecimentos reconhecidos". A lei ao qual Roberta fala é: Lei nº. 13.123/2015, que entrou em vigor a partir do dia 17 de novembro de 2015, ela é resultado de discussões sobre os dilemas apresentados pela antiga legislação de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado.

O Conhecimento Tradicional merece cada vez mais ser propagado e protegido (é o que explica o Protocolo Comunitário) por isso é tão importante fazer oficinas para os comunitários do Bailique e em outros lugares, também afirmam Guimar e Valdirene capacitadoras que ministraram a última oficina de novembro. É importante lembrar que as Oficinas de Boas Práticas de capacitação das comunidades ribeirinhas acontecem sempre com o apoio financeiro do Fundo Vale e apoio técnico da OELA e do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA).



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